Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Tríbades Galantes, Fanchonos Militantes

Independentemente de classe social, raça, religião ou postura política, o amor homossexual sempre esteve presente na História. Não existem povos na terra onde a homossexualidade não se manifeste. Em alguns destes povos, o homossexual guerreiro é bastante respeitado, pois demonstra coragem sem igual quando vai à luta e defende o seu parceiro também guerreiro.

Verdade seja dita, os homens sempre sofreram menos preconceito ao assumirem a orientação sexual considerada fora dos padrões socialmente aceitos. A aceitação da homossexualidade depende da época e do lugar, e de que forma o conceito de homossexualidade foi construído entre as diferentes culturas: na Antiguidade, Grécia Antiga e Roma. Pesquisa realizada pela jornalista e pesquisadora Cleide Cavalcante com dados retirados do livro ‘Tríbades Galantes, Fanchonos Militantes - Homossexuais que Fizeram História’ do autor Amilcar Torrão Filho, obra que expõe a realidade sexual, antropológica e histórica do homoerotismo.

Antiguidade – ano 2000 a.C

A sociedade já foi bem menos preconceituosa como consta do ‘Código Hamurabi’, conjunto de leis babilônicas, de 1750 a.C. e uma das mais antigas inscrições de leis da Antigüidade e que inspirou códigos semelhantes em diversas civilizações, como a dos Hititas (povo que fundou um poderoso império na Anatólia central, atual Turquia, e que reconheciam o casamento entre homens) e hebreus.

A Epopéia de Guilgamech (ou Gilgamesh) conjunto babilônico de 12 pedaços de argila, foram descobertos em Nínive, em 1853, por arqueólogos ingleses. O texto, uma bela obra de ficção, narra a história de Guilgamech, rei de Uruc, criado pelos deuses. Eles lhe conferiram beleza, inteligência, coragem e força. Era dois terços deus e um terço homem. Como o rei era mesmo o máximo entre seu povo, verdadeiramente onipotente, não foi difícil vestir-se de arrogância. Dono de um insaciável apetite sexual era ele quem desvirginava as donzelas antes dos maridos. O povo, não suportando mais os poderes ilimitados de seu rei, suplicou aos deuses a criação de um outro ser para rivalizar com Guilgamech. Assim nasceu Enkidu, por quem o rei de Uruc acabou se apaixonando. Quando Enkidu morreu, Guilgamech chorou sua morte como a de uma amante. Em Uruc era comum a presença de sacerdotes travestidos, tanto homens vestidos de mulher como mulheres vestidas de homem. Era uma época, na qual a prostituição e a homossexualidade não eram estigmatizados. A epopéia de Guilgamech, embora seja uma obra de ficção, mostra que na Antigüidade as relações entre pessoas do mesmo sexo eram vistas como uma relação honrada até mesmo pelos grandes heróis e deuses.

Na Judéia, reino dos judeus, monoteístas e inimigos de práticas pagãs, observou-se também a prática da prostituição sagrada, de homens e mulheres. Na Grécia, o Templo de Afrodite guardava em torno de mil prostitutas que serviam à deusa e seus seguidores.



publicado por star às 09:40 | link do post | comentar

5 comentários:
De Gospel a 30 de Outubro de 2008 às 12:12
Amei o post Mara, vc certamente continuará falando sobre o tema né?

Aqui, tem um probleminha... Tentei acessar sua página no fire fox e não consegui, ela está toda desalinhada- dá uma olhadinha nisso dopois, claro, é só uma sugestão!

beijinhos


De requeri a 30 de Outubro de 2008 às 15:09
o medo, colocado como defesa, pode ser um grande aliado mas é, por outro lado, um inimigo poderoso. a homossexualidade, em muitos casos, pode significar, nada mais, do que desejo e satisfação sexual. mesmo assim, homens e mulheres têm medo de ultrapassar, de experimentar, de tentar, de demonstrar, de ousar em nome do prazer e ficam, assim ... hehe ... dívida consigo mesmos.


De requeri a 31 de Outubro de 2008 às 09:16
sobre nicole e charlize ... exatamente nesta ordem, uma como virginia outra como aileen, são as duas melhores maquiagens do cinema. houveram outras, e eu sempre destaco jim carrey como o melhor maquiado do cinema. as duas foram transformadas nas originais sem dever nada a elas também pela interpretação primorosa ...


De Anónimo a 11 de Abril de 2009 às 22:41
Gostei do texto, contudo, como pesquisador, é importante as referencias, e no texto nao ha...haveria possibilidade de acrescentar ou de me enviar?
Francisco (francisco1965@gmail.com)


De Rafa Rezende a 20 de Abril de 2014 às 08:28
Oi aqui é do futuro, hehe. Em meio a uma busca no google, achei esse blog e ele é realmente fantástico, as temáticas abordadas são tão atuais e muito bem escritas, adorei. Você(s) deveria(m) continuar!! Abraço.


Comentar post

19 de agosto

posts recentes

prince: ícone gay no pass...

recuperado está

o que é: homofobia interi...

j. edgar hoover e clyde t...

trevor project e daniel r...

arquivos

Agosto 2010

Novembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

tags

* cronologia do movimento gay

* retrospectiva 2007

* retrospectiva 2008

a homossexualidade no decorrer da histór

citando

colírio

definindo

depoimentos

direitos e leis

divulgando datas

divulgando eventos

divulgando organizações e ongs

ela e ela

fatos e fotos

feministas

filme e pipoca

homossexuais célebres

livro e abajur

música e sexualidade

musicando estrelas

o que é

poetando

quadrinhos e revistas gays

sombra e luz

sussurros...

vídeos e comerciais

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds