Sábado, 26 de Abril de 2008

dois livros, um mesmo assunto, diferentes abordagens: a homossexualidade de hitler

O documental 'O Segredo de Hitler: a vida dupla de um ditador' do historiador alemão Lothar Machtan, traz a público uma bem guardada informação: Hitler era gay.

Segundo o autor, Lothar Machtan, professor de ‘História Contemporânea e do Tempo Presente’ na Universidade de Bremen, Adolf Hitler teve, ao final dos anos 20, uma série de relacionamentos homossexuais. Durante cinco anos, por exemplo, teria mantido uma relação com seu colega de caserna Ernst Schmidt. A partir de 1930, com a ascensão do partido nazista, ele se sentiu vulnerável e tentou por todos os meios apagar esta imagem "comprometedora". A eliminação do chefe das SA Ernst Roehm, em 1934, foi diretamente ordenada por Hitler, como 'queima de arquivo'.

O Coronel Roehm, homossexual assumido, detinha em seu poder documentos altamente comprometedores. Adolf Hitler teria ordenado a perseguição aos homossexuais para dissimular sua própria sexualidade. A obra enfoca a pessoa humana que foi Adolf Hitler, dissecando especialmente um período sombrio que nunca havia sido explorado: sua juventude em Viena e o início da carreira político-militar na Alemanha. O autor documenta os envolvimentos pessoais do ditador e seu caráter promíscuo, teria sido contagiado pela sífilis, explicando que só é possível tentar compreendê-lo se for considerado este aspecto de sua personalidade.

A orientação sexual obrigou a cúpula do Partido Nazista a se restringir a um círculo que foi se tornando cada vez mais fechado. As nomeações para cargos de confiança seriam feitas não pela competência, mas pelo nível de discrição e fidelidade ao Führer. As raras relações heterossexuais também são avaliadas: com a própria sobrinha Angela Maria (Geli) Raubal. Talvez ela tenha sido amante do Tio Adolf, talvez não. A morte aos 23 anos foi anunciada oficialmente como suicídio, mas rumores garantiam, na época, que havia sido morta por Heinrich Himmler, chefe da Gestapo, das SS (tropas de elite) e das SA (tropas de choque).

Quanto ao casamento 'in extremis', segundo o autor, Hitler teria se unido a Eva Braun pouco antes do suicídio para, com este gesto grandiloquente, 'assegurar sua masculinidade perante a História'. Afirma também o autor que ‘a inclinação sexual de Hitler não é a chave para compreender sua vida, mas conhecê-la abre novas possibilidades interpretativas’.

O homofóbico 'A suástica cor de rosa: homossexualidade no Partido Nazista' (The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party), dos americanos Scott Lively e Kevin Abrams.

Ao ser publicado em 1995, e nas sucessivas edições, o livro produziu o efeito de uma bomba nos sites gays da internet. Os autores mostram com ‘provas irrefutáveis’ que a homossexualidade era o centro dos regimes nazista e fascista e que a elite nazista era constituída por homossexuais enrustidos. As diretrizes do Partido teriam sido traçadas em Munique, mais exatamente no ‘Bratwurstgloeck’, que seria conhecido nos dias de hoje como um bar gay. Muitos dos rituais e símbolos viriam de 'organizações sodomitas', entre elas a saudação 'Sieg Heil' (Viva a Vitória!) e a logomarca dos SS.

Segundo o livro, Hermann Goering, Comandante-em-Chefe da Luftwaffe, Presidente do Reichstag (Parlamento Alemão), Primeiro Ministro do Estado da Prússia e, sucessor direto de Hitler, caprichava na aparência, usando roupas exóticas e maquiagem pesada, mesmo tido como um marido exemplar em seus dois casamentos. Rudolph Hess, vice-führer alemão, seria conhecido no Partido como 'Fraulein Anna'. Herschel Grynszpan, jovem judeu polonês de 17 anos que matou Ernst von Rath (funcionário da embaixada alemã em Paris) em Paris (1938), dando aos nazistas uma boa desculpa para a 'Noite de Cristal', onde foram mortos 35 mil judeus é descrito como prostituto homossexual que sabia demais, 'detalhe' que foi usado pelo advogado de defesa, com sucesso, para adiar indefinidamente seu julgamento por homicídio.

A orientação fundamentalista de direita do discurso dos autores do livro deu origem a discussões sem fim que, até hoje, explodem aqui e ali, provocando um debate cujo conteúdo é surrealista. Havia uma outra razão para que os nazistas prendessem e matassem homossexuais: eles desejavam apagar evidências ‘incriminatórias’ contra seus próprios líderes. Os autores do livro, Scott Lively, advogado e presidente da ‘Pro-Family Law Center’, uma espécie de 'TFP' (Tradição, Família e Propriedade) norte-americana , e Kevin Abrams, que se autodefine como ‘um psico-historiador’ das leis, procuram destruir o mito de que os nazistas perseguiam homossexuais. E que, na realidade, a maioria dos nazistas e atuais simpatizantes, como os dirigentes dos modernos grupos nazistas americanos, também eram ou são gays. E que os homossexuais foram os verdadeiros culpados pelo holocausto, uma vez que Adolf Hitler e todos os seus comparsas eram gays.

(as resenhas sobre os livros foram escritas por Thereza Pires)



publicado por star às 09:11 | link do post | comentar

1 comentário:
De requeri a 26 de Abril de 2008 às 12:27
se vc acredita que vale cercar o chiqueiro depois da porcada ter debandado, previna-se: vitamina b - fala com seu médico - e uma dose, seja da forma que for, cápsulas, gotas, ... de própolis por dia. não há mosquito que enfrente tamanho mal cheiro ... rsrs ... beijo.


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