Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Dinheiro, status e requinte. Essas três palavras descrevem o esporte tênis. Questões polêmicas sempre foram relegadas à segundo plano por seus dirigentes, que sempre fizeram do tênis um dos esportes mais organizados em todos os tempos. Mas até o glamouroso mundo do tênis se curvou à tenista Renée Richards. Na década de 70, Richards se transformou na transexual mais famosa do planeta.

Renée Richards tornou-se mulher em 1976, após realizar a operação que se tornaria bastante famosa durante a década de 80. Originalmente Richard Raskind, parte de uma das famílias mais tradicionais de Nova York, o médico formado em Yale passou, após a operação, a viver na cidade de Los Angeles. Passou a jogar tênis profissionalmente, entre as mulheres, após um torneio amador, mas que contava com a participação de algumas ex-profissionais. Foi após essa conquista que a imprensa descobriu sua transformação. A partir daí, sua vida virou um verdadeiro inferno. Renée teve de enfrentar inclusive a Justiça para continuar seu sonho de ser jogadora profissional e sua idéia de utilizar o esporte para diminuir o preconceito com relação aos transexuais. Enfrentou sem medo o preconceito e foi, aos poucos, conquistando mais consideração.

Depois de encerrar sua carreira como jogadora, Renée Richards tornou-se treinadora de uma das maiores tenistas de todos os tempos, Martina Navratilova. Renée faz questão de lembrar que, a partir desse momento, as pessoas no mundo do tênis passaram a respeitar bem mais a sua orientação sexual. Atualmente, Renée não está ligada ao tênis. Ela voltou a exercer a medicina na cidade de Los Angeles. A ex-tenista acredita que, hoje em dia, não existe o mesmo preconceito sofrido por ela na década de 70.

O filme ‘Second Serve’ ('Jogo Perigoso' no Brasil), dirigido por Anthony Page no ano de 1986, tem Vanessa Redgrave fazendo o papel de Renee Richard. Durante toda a primeira parte do filme, Redgrave está totalmente convincente, numa interpretação magistral e pouco lembrada de sua carreira.

luta contra o preconceito

A tenista Martina Navratilova, lésbica assumida, não se tornou mundialmente famosa apenas por sua incrível capacidade de conquistar títulos no circuito profissional de tênis. Nascida em Praga, na Checoslováquia, e naturalizada norte-americana, a atleta também ganhou fama por utilizar a notoriedade do tênis para pedir apoio e defender minorias discriminadas. Durante sua carreira, ela lutou ao lado de organizações sem fins lucrativos, trabalhou pela situação de crianças carentes e com o mesmo entusiasmo que demonstrava nas quadras lutou pelos direitos dos homossexuais. Trabalho nem sempre conhecido do grande público fã do tênis.

O tenista Arthur Ashe conduziu sua carreira e, por conseqüência, sua vida pessoal da mesma maneira que Martina Navratilova. Talvez por esse aspecto tenha se transformado em um dos maiores ídolos do esporte nos Estados Unidos. Ashe lutou contra a discriminação racial na África do Sul e também transformou-se no primeiro negro a integrar a equipe norte-americana em uma disputa de Copa Davis. Outra luta do tenista aconteceu no fim de sua vida. Em 1985, após descobrir que era portador do vírus da Aids, passou a encampar uma luta por tratamento melhor aos portadores da doença, ainda envolta em preconceito no fim do século. Ashe morreria em 94.

Os anos 70 foram marcados por profundas transformações culturais e sociais no mundo. Uma delas era a briga das mulheres por condições iguais no trabalho. As feministas ganhavam as ruas em protesto contra o preconceito e queimavam sutiãs em praça pública. O esporte não poderia passar isento em meio a essas transformações. Por isso é que a atitude da tenista norte-americana Billie Jean King, bissexual e uma rebelde das quadras, corresponde a um dos fatos mais importantes da história do tênis. Em 1973, venceu a batalha dos sexos, uma partida que disputou contra o tenista Bobby Riggs, que a havia desafiado, em um evento que reuniu um número gigantesco de telespectadores.

(fonte: Gazeta Esportiva)



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