Terça-feira, 18 de Março de 2008

‘Se houvesse maneira de conseguir que um estado ou um exército fosse constituído apenas por amantes e seus amados, estes seriam os melhores governantes da sua cidade, abstendo-se de toda e qualquer desonra. Pois que amante não preferiria ser visto por toda a humanidade a ser visto pelo amado no momento em que abandonasse o seu posto ou pousasse as suas armas. Ou quem abandonaria ou trairia o seu amado no momento de perigo?’ Platão (428 a.c - 348 a.c)

Estas palavras foram escritas por Platão sobre o código teórico que sustentava o êxito do ‘Batalhão Sagrado de Tebas’ que era um exército de 150 pares de amantes homossexuais, ou seja, 300 homens.

O ‘Batalhão Sagrado’ teria sido constituído em princípios do séc. IV e pertencia a cidade Grega de Tebas e era muito temido pela sua bravura e enorme coragem. Eram guerreiros ferozes que se mantinham unidos por laços amorosos. A questão da homossexualidade é crucial neste contexto, pois um soldado que tem ligações com seu companheiro de fileira nunca deixará ele morrer, havendo proteção e colaboração mútua. Seus juramentos eram de nunca dar vantagem ao inimigo e nunca fugir de um embate. Lutavam em fileiras cerradas e eram bastante disciplinados.

Era no campo militar, aliás, em que as relações homossexuais eram mais admiradas. Em primeiro lugar, a possibilidade de satisfazer os instintos sexuais no campo de batalha era um costume bem-vindo. Em segundo, acreditava-se que quando casais de homens apaixonados integravam um mesmo exército eles lutariam com mais garra para defender seu parceiro.

Tornaram-se célebres quando conseguiram derrotar os Espartanos, sendo vencidos apenas três décadas mais tarde por Filipe da Macedônia e seu filho, Alexandre Magno, na batalha de Queroneia (338 a,C.). Os gênios militares dos príncipes macedônios levaram a melhor em Queroneia, no que foi uma das batalhas mais duras desse período. Primeiro foram os atenienses, depois os tebanos, os exércitos aliados fugiram do exército macedônio, tendo ficado unicamente o batalhão sagrado a resistir até ao fim. Apenas um reduzido número foi capturado, já feridos.

Depois da guerra, Filipe da Macedônia, vitorioso, percorreu o campo de batalha para espiar os corpos. Todos estavam deitados com suas armaduras e abraçados uns aos outros. Filipe ficou maravilhado e, depois de saber que se tratava do batalhão de amantes, derramou-se em lágrimas.

o leão de Queroneia

monumento funerário de mármore que marcou a
sepultura comunal do Sagrado Batalhão de Tebas
foi descoberto em 1818 em pedaços e restaurado



publicado por star às 09:19 | link do post | comentar

1 comentário:
De VAN a 18 de Março de 2008 às 10:02
MARA,super interessante ! Os gregos tinham a seu favor a busca da razão e a emoçao e as equlirava sem pudores.O amor homo era exaltado na republica de Atenas,mas em Esparta,havia uma certa resisdence a respeito(!).Mas,se lenda ou não,a questao do valor da coragem subrepujava a tudo,e mesmo aceita(caso em Esparta)se isto motiva o valor guerreiro. Revi o filme do diretor Pier paolo Pasolini(morto no ano de 1970...)por denunciar uma itália suja,corrupta.Pasolini era homo assumido e isto era pretexto para os conservdores ataca-lo e acusa-lo de pervertido e sujo comunista ,ele foi comunista)mas depois tambem,como livre artista e pensador atacou a ditadura comunista.Ele fez um filme(terrível)critico do cinsmo italianao,do seu puritanismo podre.120 dias de Sodoma e a Republica de saló,filmes qeu discute a perversao moral,burguesa,cristã.E como o poder esta cheio desses perversos e pervertidos.Mostra uma sociedade que se apraz no sadomasoquismo em abusar do outro politicamente e fisicamente.Usando como pano de fundo o nazi-fascismo.E aí entra a questao das relaçoes homo ,mas como uma perversao de poder (que não amam pelo prazer do amor,mas do dominio do outro(fisicamente).Hitler ,dizem,escondia a sua homossexualidade e quando um gupo de militares nazistas assumem esta prferencia,Hitler os manda matar a todos(temedo ficar exposto).Creio que o homo feminino é menos destruidor que o masculino pela carga cultural e/ou de estrutura biologica que difere dos dois sexos.TEMOS a Lenda das Amazonas que exclui de suas vidas a presença masculina.,para fortalecer a emoçao feminina;temos a República de safo,que tambem exercia o saudavel desejo de desenvolver a cultura feminan(sempre discriminada). O ser feminino ainda não se construiu por inteira,ainda estamos espera para dar voz a nossa experiencia emocional,espiritual,intelectaual como força politica,isto é,um poder de transformaçao.Um dia escreveremos uma Historia de Amor/paixão feminina que faça o mundo se comover.Se de Eva herdamos a força e de Maria a delicadeza,podemos crer ser isto uma boa combinaçao para uma grande cultura feminina que ainda surgirá.Abraço. Van.


Comentar post

19 de agosto

posts recentes

prince: ícone gay no pass...

recuperado está

o que é: homofobia interi...

j. edgar hoover e clyde t...

trevor project e daniel r...

arquivos

Agosto 2010

Novembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

tags

* cronologia do movimento gay

* retrospectiva 2007

* retrospectiva 2008

a homossexualidade no decorrer da histór

citando

colírio

definindo

depoimentos

direitos e leis

divulgando datas

divulgando eventos

divulgando organizações e ongs

ela e ela

fatos e fotos

feministas

filme e pipoca

homossexuais célebres

livro e abajur

música e sexualidade

musicando estrelas

o que é

poetando

quadrinhos e revistas gays

sombra e luz

sussurros...

vídeos e comerciais

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds