Terça-feira, 6 de Maio de 2008

John Michael Stipe é vocalista da banda de rock norte-americana R.E.M. É um pop star atípico. Excêntrico e carismático, feioso e desengonçado nunca deu a mínima para o glamour. Seu visual magérrimo e com a cabeça raspada chegou a suscitar boatos de que ele seria portador do HIV, o que o cantor nega com veemência. Stipe reluta em falar com a imprensa, mas às vezes usa a mídia de maneira surpreendente. Ele sempre foi muito vago sobre sua sexualidade, mas recentemente, durante um bate-papo informal assumiu sua bissexualidade. O cantor disse que começou a dar valor à verdade recentemente, reconhecendo que pessoas públicas que sejam abertas sobre suas sexualidades ajudam jovens com problemas de aceitação em outros lugares. ‘Desfrutei de sexo com homens e mulheres’, disse ele, que teria no currículo namoricos com o ator Stephen Dorff e com a destrambelhada cantora Courtney Love.

Nascido em 1960 na Geórgia, Stipe passou a infância pulando de uma cidade para outra, seu pai era militar e vivia sendo transferido. No final da adolescência ele se fixou a fim de estudar artes plásticas. Pouco depois, conheceu o guitarrista Peter Buck e no começo da amizade, a principal diversão da dupla era freqüentar bares e shows da região vestidos de mulher. Em 1980, os dois se juntaram ao baixista Mike Mills e ao baterista Bill Berry para fundar o R.E.M.

Nos últimos vinte anos, poucas bandas causaram tanta admiração quanto o R.E.M. por ter realizado um feito raro, ao mesmo tempo que sua popularidade crescia sem parar, a banda manteve a aura da época de sua fundação, quando só encontrava fãs nas rádios universitárias dos Estados Unidos. Para estourar, contudo, ela nunca recorreu a canções pop "assobiáveis", não simplificou seus arranjos nem barateou suas letras.

Acima de tudo, o R.E.M. contou com o enorme carisma do letrista e vocalista Michael Stipe, cuja carreira não se limita à música. Nos últimos anos, ele se revelou um ousado produtor cinematográfico. Bancou o impagável ‘Quero Ser John Malkovich’. No entanto, seu forte é criar canções que atravessam o tempo sem nunca cheirar a naftalina, ‘Losing My Religion’, com mais de dez anos, ainda soa novinha em folha.



publicado por star às 00:44 | link do post | comentar

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