Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Será a primeira exposição dedicada pelo 'British Museum' ao imperador que, no século II, mandou construir a muralha entre a Inglaterra e a Escócia. Com 200 peças, cedidas por museus de 31 países e muitas delas apresentadas publicamente pela primeira vez, "Adriano: Império e Conflito", a ser inaugurada em 24 de Julho, é a grande aposta do museu londrino para 2008.

A exposição apresentará as contradições do reinado e da personalidade de Adriano: militar e homossexual, que combinou a repressão implacável dos dissidentes com a tolerância cultural.

Adriano chegou ao poder, o Império Romano era maior do que a atual União Européia, com unificação da língua, da moeda e da administração. A redefinição de fronteiras foi uma preocupação do imperador, que sucedeu a Trajano no ano de 117 e reinou até 138. A sua primeira medida foi mandar retirar as tropas da Mesopotâmia, hoje Iraque, onde enfrentava uma sangrenta guerrilha o que os responsáveis pelo museu comparam a situação ao que se passa na atualidade.

Logo depois, Adriano ordenou a construção de uma muralha, com o seu nome, para servir de fronteira do império nas ilhas britânicas, separando a Inglaterra da Escócia. E a morte de 580 mil judeus durante repressão da rebelião na Judéia, que renomeou como Palestina, entrou para a História como um dos seus atos mais cruéis.

Da vida pessoal, a exposição abordará a relação do soberano, casado com Sabina por conveniência, com o seu amante grego, Antínoo, que o acompanhava nas viagens. Afogado no Nilo em circunstâncias suspeitas, Antínoo seria deificado pelo imperador, que chamou Antinópolis a uma cidade egípcia.

A cabeça em bronze de Adriano, descoberta no rio Tâmisa em 1834, será uma das estrelas da mostra, mas sairá do ‘British Museum’, para se exibir nas extremidades da muralha inglesa, em Carlisle e Wallsend.

Até 26 de Outubro, Londres poderá ver também bustos, as famosas placas de Vindolanda, um pedaço em papiro da biografia do imperador, fragmentos do seu túmulo e elementos arquitetônicos, além de pavões de bronze com dois metros, cedidos pela primeira vez pelo Museu do Vaticano. (fonte: Diário de Notícias de Lisboa)




publicado por star às 06:26 | link do post | comentar

1 comentário:
De Luiz Lailo a 17 de Janeiro de 2008 às 12:47
Na piada o juiz chamou em sua mesa o advogado e o promotor de acusação e sentenciou: quem perguntar à Mara se me conhece, eu mando prender!

Puxa, Mara, até o Adriano - guerreiro e imperador?


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