Terça-feira, 20 de Maio de 2008

O termo travesti tem origem na língua francesa, ‘travestie’ referia-se à forma de se vestir em casas de espetáculos na França onde mulheres se apresentavam com roupas pequenas e provocantes a partir do século XV. Na língua inglesa o termo preferido é ‘transvestite’ que foi cunhado a partir dos estudos do sexologista alemão, Dr. Magnus Hirschfeld, que publicou a obra ‘Die Transvestiten’ em 1925.

Travesti era originalmente alguém que se vestia com roupas do sexo oposto para se apresentar em shows e espetáculos, mas essa prática passou a designar hoje em dia os transgêneros. O termo travesti ou eonista refere-se principalmente à pessoa que apresenta sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, mas que não almeja se submeter à cirurgia de redesignação sexual.

Apesar de muitos considerarem que as travestis pertencem a um contexto da sociedade moderna, nas informações sobre culturas milenares há relatos de pessoas vivendo uma identidade de gênero diferente do sexo biológico. O ‘Kama Sutra’, escrito em datas que apontam para um período entre 1500 a.C. e 600 d.C., menciona relações masculinas e femininas de pessoas do "terceiro sexo" (tritiya prakriti). Hijras, Eunucos e uma variedade de termos eram usados para se referir a essas pessoas.

Travesti, no sentido fisiológico, é um homem, mas se relaciona com o mundo como se fosse uma mulher: socialmente exerce o papel da mulher, mas na intimidade usa seu pênis em suas relações sexuais, podendo inclusive exercer papel sexual ativo. A principal característica é abrigar num corpo masculino, o espírito e a mente femininos e possuir ainda genitália masculina, que não lhe traz nenhum constrangimento, sente-se confortável com seu sexo genital e não expressa o desejo de alterá-lo.

Transexual, possui a genitália de determinado sexo, masculino ou feminino, porém, sua psique é oposta a ele. Tem como característica principal o desejo constante e intenso de modificar seu sexo genital, por viverem grande parte de suas vidas, quando não toda ela, numa grande angústia interna, uma vez que têm a sensação de possuírem uma alma feminina ou masculina encarcerada num corpo físico oposto a tal realidade interna. Angústia extrema, não compreendida cultural e socialmente, sendo muitas vezes até mesmo banalizada, portanto, na maioria dos casos, seu maior desejo é realizar a cirurgia de redesignação sexual, garantindo para si uma vida mais adequada, com maior conforto e felicidade.

A prostituição entra no cotidiano das travestis em virtude do preconceito e do estigma imputado pela sociedade, que não lhes abre as portas, em virtude da incompreensão à sua condição, e os marginaliza, restringindo-os a guetos e esquecendo que eles têm as mesmas necessidades sociais dos outros cidadãos. Para mudar isso, a palavra travesti, já muito estigmatizada em virtude de estar relacionada à prática da prostituição e com forte apelo erótico e fetichista, vem paulatinamente sendo substituída por transgênero pelas entidades de defesa dos Direitos Humanos.

Defensores dos direitos GLBT do Brasil estão sensíveis às dificuldades enfrentadas pelas travestis tanto na construção de uma cidadania que as aceite como no estudo e aconselhamento sobre os tratamentos hormonais e estéticos que elas almejam. Em audiência com o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, realizada em 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Travesti, foi entregue uma carta de reivindicações: entre elas estão a humanização do atendimento às travestis nos serviços de saúde públicos e a ampliação de pesquisas sobre uso de hormônios femininos e suas conseqüências para a saúde.


tags:

publicado por star às 09:07 | link do post | comentar

2 comentários:
De requeri a 22 de Maio de 2008 às 00:22
sabe pular corda??? daquele jeito que 2 seguram, cada uma numa ponta e a terceira fica tentando entrar na corda que em movimento??? pois é, eu sou a terceira ... pô, é difícil!!! mosquito, tranqueira ... assim num dá!!!


De Travesti e um ser feminino alem disso e um ser humano a 29 de Junho de 2015 às 00:25
A travesti e um ser feminino. Como tambem as lesbicas e um ser masculino eo mesmo homem e mulher sao seres nesse caso nao e porque aquele ser tem aquele orgao que sera oque aquele orgao representa todos tem o direito de ser o que voce e eu sou travesti com muito orgulho pior e ficar no armario cada um e o que e nunca um homem sera guei ou vice verce foi um prazer.


Comentar post

19 de agosto

posts recentes

prince: ícone gay no pass...

recuperado está

o que é: homofobia interi...

j. edgar hoover e clyde t...

trevor project e daniel r...

arquivos

Agosto 2010

Novembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

tags

* cronologia do movimento gay

* retrospectiva 2007

* retrospectiva 2008

a homossexualidade no decorrer da histór

citando

colírio

definindo

depoimentos

direitos e leis

divulgando datas

divulgando eventos

divulgando organizações e ongs

ela e ela

fatos e fotos

feministas

filme e pipoca

homossexuais célebres

livro e abajur

música e sexualidade

musicando estrelas

o que é

poetando

quadrinhos e revistas gays

sombra e luz

sussurros...

vídeos e comerciais

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds