Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

A norte-americana Martina Navratilova, nascida tcheca, não tem apenas a maior coleção de títulos e vitórias que o esporte da raquete já viu, brilhante e polêmica, ela é a maior tenista de todos os tempos, não há o que contestar, mas também marcou seus 21 anos ininterruptos de carreira com a luta incansável pelos direitos da mulher no esporte.

Nasceu em 1956 em Praga, Tchecoslováquia, foi criada em um subúrbio de Revnice por sua mãe e padastro, seu pai biológico se suicidou quando ela era muito pequena. Magra e atlética, destacou-se nos esportes desde pequena e não ligava de competir com meninos e ninguém nunca a reprimiu por andar com eles, ou por jogar hóquei sobre o gelo ou futebol.

Os pais de Navratilova eram administradores de tênis para o governo tcheco e sua avó havia estado na equipe nacional antes da segunda guerra mundial. Era natural que a ativa jovenzinha orientasse seus passos para o tênis e começasse a levá-lo a sério. Começou como a maioria das crianças, golpeando uma bola contra o muro com uma raquete improvisada, enquanto seus pais jogavam na quadra. Cresceu treinando com o pai e chegou às semifinais do primeiro torneio que participou com 8 anos. Aos 14 anos de idade ganhou seu primeiro torneio nacional e aos 16 foi a primeira classificada na Tchecoslováquia. O caminho até a consagração nas quadras de Wimbledon foi duro, mas ela chegou lá.

As suas habilidades para o tênis permitiram que ela visitasse países estrangeiros, inclusive os Estados Unidos para onde viajou pela primeira vez em 1973, apaixonando-se pela comida, em particular pelos ‘hot cakes’, pizzas e hamburgers que a engordaram nove quilos. Nos anos seguintes, após superar seu aumento de peso, Navratilova começou a derrotar as melhores jogadoras do mundo. Sentindo-se cada vez mais sufocada com a administração de sua carreira pelo governo checo desertou para os Estados Unidos em 1975, pouco antes de completar 19 anos.

Homossexual assumida, Martina quebrou todas as fronteiras e foi uma das pioneiras na defesa dos direitos das mulheres homossexuais. Para ela, uma lésbica tem maiores problemas para viver nos Estados Unidos do que na Europa. Ao mesmo tempo em que participou de campanhas pela liberação sexual e se envolveu na política, destruía nas quadras suas grandes rivais. Agora, com vergonha do presidente George W. Bush obteve novamente a cidadania tcheca.

Martina Navratilova é fascinante. Sempre rigorosa consigo mesma, ela se mostra por inteiro, não foge e investe contra os preconceitos com a mesma garra que empunha uma raquete.




publicado por star às 08:38 | link do post | comentar

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