Sábado, 14 de Julho de 2007
Arqueologistas identificaram a múmia de uma mulher obesa como sendo a da grande rainha Hatsepsut. É a maior descoberta arqueológica desde que a tumba de Tutancamon foi achada em 1922. Até aqui, nada de novo, não fosse o fato de que Hatsepsut, que reinou no Egito antigo por 20 anos no século XV A.C., se vestia como homem e usava uma barba postiça. Construtora de obras monumentais, ela foi mais poderosa do que as outras duas rainhas mais conhecidas: Cleopatra e Nefertiti. Na verdade, Hatsepsut foi a única mulher a receber o título de Faraó e as outras foram coroadas como rainhas. Após sua morte, todas as pistas sobre sua existência desapareceram misteriosamente, inclusive sua múmia. Somente em 1903 seu corpo mumificado foi encontrado no Vale dos Reis. Por décadas, a múmia foi tida como insignificante e deixada na tumba em Luxor. A procura pela múmia do Faraó-Mulher ganhou força quando o chefe de uma equipe de arqueólogos, Zahi Hawass, reiniciou as buscas e o Discovery Channel doou 5 milhões de dólares ao governo egípcio para realização de testes de DNA em múmias.

Dois meses atrás, a múmia insignificante de uma mulher obesa foi trazida de Luxor, onde jazia, para o Museu do Cairo para testes de DNA. Hawass começou a desconfiar que aquela múmia era importante ao observar a posição do braço esquerdo sobre o peito, um sinal tradicional da realeza do Egito antigo. Através de comparações com o DNA da múmia de sua avó, que já havia sido previamente identificada, os cientistas concluíram que aquela era a múmia da grande Hatsepsut. "Estamos 100% certos.", disse Hawass, que concluiu afirmando que a múmia sugere que a mulher era obesa e, provavelmente, era diabética e teve câncer, vindo a falecer aos 50 anos de idade. Acredita-se que Hatsepsut subiu ao trono depois de ludibriar seu enteado, Thutmose III, que mandou apagar o nome da Faraó de todos os monumentos após sua morte. Hatsepsut foi a mulher que mais tempo governou o Egito antigo dentre todas as rainhas. Trouxe enorme prosperidade ao país e lançou campanhas militares em terras distantes como o Rio Eufrates, atual Iraque. Tutancamon, o Faraó-Menino, guardou em seu túmulo um esplendoroso tesouro de ouro maciço que virou símbolo da riqueza do Egito antigo, porém, as construções de Hatsepsut, a Faraó-Transexual, é um legado ainda maior.

(fonte: The Associated Press)
(tradução: Vlamir Marx)


publicado por star às 10:15 | link do post | comentar

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