Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Entre os romanos a homossexualidade era aceita e difundida, embora não tenha tido a expressão cultural nem o refinamento outrora vistos na Grécia. Em Roma era apenas mais uma variante sexual. Vários imperadores eram conhecidos por seu comportamento homossexual, como por exemplo, Júlio César que era chamado ‘o marido de todas as mulheres e a esposa de todos os homens’, bem como Augusto, Tibério, Adriano, Domiciano e Trajano. A bissexualidade entre os romanos era bastante comum. Porém, fazer sexo com adolescentes livres, com ou sem consentimento, era passível de punição.

Nas classes mais altas, os homens tinham inúmeros escravos para servir a mesa e, comumente, a eles e a seus convidados. As esposas tinham ciúmes dos rapazes considerados favoritos. Quando nascia no rosto dos meninos o primeiro bigode, ele perdia os privilégios e era substituído. Eram conhecidos como ‘delicati pueri’ ou ‘delicium’, originários, normalmente da África, Egito, Alexandria, Etiópia e da Síria. Os romanos condenavam a relação sexual com classes mais baixas, especialmente com escravos, de maneira passiva. Também era condenável deixar-se dominar por avassaladoras paixões. Era um passo para a ‘escravidão dos sentidos’.


Imperadores romanos

calígulaneroCalígula alimentou grande amor pela irmã Drusila, atacava mulheres de senadores, era, enfim um terror. Teve ainda muitos amantes homens, como Lépido, Mnester; também costumava estuprar presos de guerra. Não fazia questão de esconder afagos e beijos.

Nero teve dois maridos. Esporo foi castrado e vestido de noiva no dia do casamento. Era tratado como a uma imperatriz. O segundo era Pitágoras, a quem Nero se submetia como se fosse uma mulher. Nos encontros amorosos entre os dois, Nero gritava como uma donzela.


júlio césaradrianoJúlio César (100-44 a.C.), o mais famoso dos governantes de Roma alimentou uma estreita relação com Nicomedes IV (110-74 a.C.), rei da Bitínia. Comenta-se que o imperador teve sua reputação arranhada por conta disso, e que teria aproveitado o romance para obter vantagens políticas. Contudo, não perdeu poder ou prestígio. Júlio César também costumava atacar mulheres, casadas ou solteiras, romanas ou não. Foi amante de Eunoé, casada com o rei da Mauritânia, e de Cleópatra. Brutus, filho único e adotivo e que ajudou a planejar sua morte, também tinha seus pupilos preferidos.

Públio Élio Adriano (76 d.C.-138 d.C.) promoveu um governo de grande impulso econômico, artístico e cultural. Numa de suas viagens pela Ásia, conheceu um jovem grego de nome Antínoo. Ficou com ele até sua morte. Adriano ficou tão desolado que o elevou à categoria de deus, com seu nome foi batizada uma estrela e uma constelação, uma cidade - a de Antinoópolis. Ainda em sua homenagem foram construídos templos, altares, monumentos, estátuas e bustos e cunhadas moedas comemorativas.

heliogábaloElagabalo ou Heliogábalo ou Marco Aurélio Antonino, um príncipe sírio, foi imperador de Roma entre 218 e 222. Entre as medidas criadas pelo imperador estavam a adoração ao deus sírio, o Sol, El-Gabal, e cultos ao Príapo, pelo qual o falo masculino é adorado e deificado. Ficou conhecido por sua preferência por homens fortes e viris. Teve três mulheres, uma, inclusive, era sacerdotisa, o que contrariou todas as leis da época. Teve, ainda, vários maridos, como o atleta Hierócles. Relacionava-se com homens e mulheres pertencentes a classes inferiores. Morreu sem nunca aceitar os costumes e a religião dos romanos.

(pesquisa realizada pela jornalista e pesquisadora Cleide Cavalcante com dados retirados do livro ‘Tríbades Galantes, Fanchonos Militantes - Homossexuais que Fizeram História’ do autor Amilcar Torrão Filho)



publicado por star às 14:11 | link do post | comentar

2 comentários:
De Sasá a 27 de Novembro de 2008 às 16:13
Adoreei essa viagem no tempo..muito interessante. =)

Bjinhos Mara!


De Victor S. Gomez a 11 de Dezembro de 2008 às 17:08
Esses são exceções, pois o caráter não está ligado à sexualidade. Algumas pessoas confundem e acham que homossexualismo é sinônimo de libertinagem. No Império Romano, os costumes eram outros, era comum uma mulher presentear outra com um escravo bem dotado, isso era sinal de fartura. Excelente post amiga.


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