Domingo, 30.12.07

A grande vitória da comunidade GLBT em 2007, e um marco histórico na conquista dos direitos da população GLBT no país, foi o decreto assinado pelo presidente Lula que convoca para o próximo ano a realização da ‘I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais’.

Como resultado de anos de luta de ativistas, já em 2006, pela primeira vez na história da república um presidente recebeu o movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais no país; foi lançado pelo Governo Federal o ‘Programa Brasil sem Homofobia’, cujo objetivo é combater a violência contra homossexuais e todas as empresas do Governo Federal estão promovendo a isonomia de direitos entre heterossexuais e homossexuais.

Em Brasília, deputados federais durante lançamento de frente parlamentar para o combate ao preconceito contra a homossexualidade. Entre eles o estilista Clodovil Hernandes, que apesar de declarar várias vezes que não lutaria pelos homossexuais na câmara, disse agora ser contra qualquer tipo de discriminação. A Frente Parlamentar Pela Cidadania GLBT já conta com 113 deputados.

O casal Jose dos Anjos, 45 e seu companheiro Roberto Carvalho, 42 - juntos há 24 anos - é exemplo do público gay incluído pela primeira vez no senso do IBGE. Os 5.435 municípios investigados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) têm 17 mil casais de pessoas do mesmo sexo vivendo sob o mesmo teto.

Roma estabeleceu a 'rua gay oficial'. Centenas de defensores dos direitos dos homossexuais inauguraram em agosto uma "rua gay" em Roma, antes de seguirem para o Coliseu para protestar contra a prisão de um casal gay por 'atentado ao pudor'.

Ganhou repercussão internacional o controverso cartaz de campanha contra homofobia que trás a frase "Orientação Sexual Não é Uma Escolha" e foto de um bebê; o caso causou polêmica na Itália.

O Festival de Veneza concebeu pela primeira vez uma premiação paralela para filme gay, o Queer Lion ("Leão Homossexual", em tradução livre), cujo nome faz alusão ao prêmio 'Leão de Ouro' concedido pelo festival

No Brasil a teledramaturgia abriu espaço para personagens gays não estereotipados e efeminados, como o Bernardinho da novela 'Duas Caras', e trouxe à tela uma visão mais realista dos homossexuais.

Apesar de não existir mais o estigma de "grupos de risco", o Dia Internacional de Luta Contra a AIDS levantou discussões sobre diversidade sexual e fortaleceu a luta pela cidadania gay.

Centenas de milhares de pessoas compareceram à principal Parada Gay européia. A Europride 2007, realizada em Madri, em junho, aconteceu na praça de Chueca, onde se encontra um dos seis palcos distribuídos pelo bairro homônimo da capital, e distrito gay por excelência.

Durante a Parada Gay de Moscou, na Rússia, ativista é agredido. A polícia russa deteve manifestantes gays que pediam o direito de realizar uma "parada do orgulho gay" em Moscou, enquanto nacionalistas gritando "morte aos homossexuais" batiam e chutavam os integrantes da marcha. A parada terminou com violência e 31 pessoas feridas. A Rússia descriminalizou a homossexualidade em 1993, mas a tolerância não é generalizada.

Polícia israelense prendeu manifestante ortodoxo que planejava explodir bomba durante a Parada Gay de Israel, em Jerusalém, onde a luta contra o preconceito é dificultada pela violência.

A Parada do Orgulho Gay do Rio de Janeiro, a segunda mais importante do país, reuniu mais de 1 milhão de pessoas na orla da Praia de Copacabana.

Em São Paulo, na Av. Paulista, gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e seus familiares, amigos, simpatizantes e aliados transformaram a Parada do Orgulho Gay de São Paulo, no maior evento do gênero do mundo, trazendo muitas pessoas de todos os estados e também do exterior, foram 3,5 milhões de participantes no evento deste ano. Além da parada são realizados shows, palestras, feiras e exposições de arte.

A maior Parada Gay do mundo

Em 1997 surgiu na cidade de São Paulo a primeira manifestação de caráter participativo GLBTT. Começou tímida, com dois mil participantes, e foi aumentando com as pessoas que passavam. Com o passar dos anos, adquiriu características políticas, lutando pela conquista de direitos civis e o fim da discriminação.

São organizadas pela Associação da Parada Orgulho GLBT de São Paulo, uma organização não governamental, sem fins lucrativos, e formados por voluntários sem remuneração que têm como missão lutar por uma sociedade mais justa e que reconheça os direitos humanos e a diversidade.

Seu objetivo primeiro é dar visibilidade às categorias, mas não se trata de visibilidade individual, ou focada em personalidades de lideranças, mas sim na visibilidade em massa e criar políticas públicas para homossexuais. A intenção é ocupar os espaços públicos para um contato entre todas as categorias sociais, elevar a auto-estima dos homossexuais e sensibilizar a sociedade para o convívio com as diferenças.

Se em onze edições do evento, a parada de São Paulo, passou de 2000 a 3,5 milhões de participantes, e passou a ser manchete de jornais e de TV em ‘horário nobre’ essa visibilidade se reverte em favor da luta pelos direitos sexuais e fortalece uma minoria que acredita na diversidade das formas de amar e na legitimidade de todas elas.

Cada ano um tema é desenvolvido pela Associação do Orgulho GLBT:

1997 - 'Somos muitos, estamos em todas as profissões' (2 mil participantes)
1998 - 'Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos' (7 mil pessoas)
1999 - 'Orgulho gay no Brasil, rumo ao ano 2000' (35 mil pessoas)
2000 - 'Celebrando o Orgulho de Viver a Diversidade' (120 mil pessoas)
2001 - 'Abraçando a Diversidade' (250 mil pessoas)
2002 - 'Educando para a Diversidade' (500 mil pessoas)
2003 - 'Construindo Políticas Homossexuais' (1 milhão de pessoas)
2004 - 'Temos Família e Orgulho' (1 milhão e 800 mil pessoas)
2005 - 'Parceria civil, já. Direitos iguais! Nem mais nem menos' - (2 milhões de pessoas)
2006 - 'Homofobia é crime' (2,5 milhões de pessoas)
2007 - 'Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia!' (3,5 milhões de pessoas, veja aqui
aqui e aqui)

A cada ano o número de simpatizantes e aliados heterossexuais das mais diferentes idades cresce consideravelmente, é possível ver desde carrinhos de bebês até senhores e senhoras que ficam nas calçadas apenas para ver o cortejo passar. Nos prédios, os moradores da avenida também participam e jogam papel picado. A festa deste ano contou com um número muito alto de crianças, que foram acompanhadas de pais heterossexuais. Em clima de harmonia, crianças pequenas levantaram bandeiras do movimento. Muitas curtiram a festa no colo e ombros dos pais. Consideradas por muitos como grandes festas, as paradas são uma manifestação social onde se busca o direito do exercício da cidadania.

(referências: Folha Online e pesquisa de Denise Coutinho, imagens da internet)



publicado por star às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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