Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

a dica para o post foi da luma, e o texto é de carlos zamith de oliveira junior, juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.

fernando gabeira

O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV) deu esta semana uma boa resposta a alguns universitários engraçadinhos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele foi até a universidade para participar de uma palestra com os alunos, que começaram a gritar ‘viado! viado!’. Gabeira se levantou, foi até o microfone e disparou: ‘Se sou viado ou não é problema meu. Sou casado e pai de dois filhos. Vou trabalhar com a cabeça e não com o c...!’. A resposta foi seguida de um espaço de silêncio e depois por uma sonora salva de palmas. (carlos zamith de oliveira junior)


Fernando Paulo Nagle Gabeira é e sempre foi polêmico. Ainda jovem trabalhou como jornalista, nos anos 60 se engajou na luta armada contra a ditadura militar de 1964. Juntamente com o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) participou do seqüestro do embaixador americano, Charles Elbrick, o seqüestro ocorreu como forma de pressionar o regime militar a libertar 15 políticos esquerdistas. Preso, libertado e exilado, é anistiado e volta ao Brasil em 1979. Para horror da burguesia local e mexendo com os seus preconceitos, Gabeira aparece de tanga de crochê na praia e logo depois lança o best-seller ‘O que é isso, companheiro?’. Em 1985 abraça causas como os direitos das minorias e das mulheres e a ecologia. É conhecido pela sua atuação no Partido Verde, do qual é membro-fundador.



publicado por star às 12:16 | link do post

De mara* a 26 de Outubro de 2008 às 08:09
Essa é a mais pura verdade. Os nossos amiguinhos certinhos, aqueles da década de 60, da cultura ‘american way of life’, encontraram espaço na juventude politicamente bem-comportada, isto é, não-participante, não politizada, alienada mesmo, no movimento ‘jovem guarda’ dos alegres domingos do ‘rei’ Roberto Carlos. Por eu ter vivido esta década, mas de modo diferente, o meu tempo era o tempo da arte participante e do jovem engajado, aquele que se filiava a uma causa e lutava por ela, pois era a hora de construir uma sociedade justa e igualitária; por eu ter vivido a época em que a imagem do jovem estudante era a imagem do estudante responsável que queria mudar o país, a minha dificuldade, hoje, é entender o porquê da alienação dos atuais estudantes, visto que isso ocorre, e não é por falta de informações, afinal elas nunca estiveram tão disponíveis como agora. Você deve ter razão Nacir! Só pode ser doença, transmitida pelo DNA daqueles das alegres tardes de domingo.


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