Terça-feira, 10.02.09

sub-titulo: mulheres que escolheram mulheres
autores: deborah abbot e ellen farmer
editora: edições GLS

adeus maridos

Uma leitura obrigatória para mulheres, como eu, que ficaram em frente a um juiz, ou para aquelas que vestidas de branco e segurando um buquê, em frente a um padre juraram fidelidade e tentaram, como esposas, satisfazer as expectativas dos outros, enquanto para elas o casamento não lhes parecia autêntico. O livro conta histórias de diversas mulheres divorciadas gays, que sabiam serem lésbicas, mas casaram por medo das reações dos familiares ou pelo ostracismo imposto pela sociedade.

São relatos de lésbicas de todas as classes sociais e idades que se transformaram ao encontrar e amar outra mulher e lutaram contra a homofobia. Histórias como a da esposa cujo marido queria apenas presenciar a relação entre duas mulheres e descobriu que era ele que não se encaixava em sua vida. Ou sobre um marido violento que ficou com a guarda dos filhos ou de maridos agradáveis dentro de um casamento infeliz, que compreenderam e tornaram-se os maiores aliados. Da mórmon que abandonou o marido quando descobriu que ele havia feito do porão um local de encontro para os seus companheiros nazistas das Nações Arianas. Da dona de casa quarentona que se apaixonou perdidamente por uma garota ou da esposa que decidiu que a honestidade era o exemplo maior ao invés de satisfazer a cultura japonesa. Relatos de várias mulheres que bebiam ou se drogavam para evitar os sentimentos por outra mulher ou a história de uma avó aposentada que enfrentou a família e os filhos e há quinze anos vive com sua companheira. Mulheres que levaram anos e anos para encontrar coragem de se assumirem, e como o divórcio foi doloroso para a maioria delas, que vieram de famílias católicas, cujo único objetivo era servir aos seus maridos e disparar filhos no mundo como balas.

Em algum lugar de nossas vidas, tivemos sentimentos indefinidos ou certezas dos nossos desejos por outra mulher, ao mesmo tempo, que sabíamos do alto preço disso e dos privilégios de um casamento heterossexual. Assustadas, ocultamos nossos sentimentos e negamos a nós mesmas. A força dos castigos sociais era extraordinária e casamos e continuamos casadas até o momento da luz atravessar as trevas para o despertar.



publicado por star às 11:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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